ATENDIMENTO INTEGRAL DA CRIANÇA:
O PAPEL DO MÉDICO ESCOLAR
Muitos pais e educadores preocupados com o desenvolvimento
infantil se questionam como podem ajudar para que esse processo aconteça de
forma minimamente satisfatória. A escola reclama da falta de autoridade parental
e percebe como a fragilidade das relações familiares acaba comprometendo as
crianças que chegam sem noções de limite, apresentando vários distúrbios
comportamentais. Por sua vez a família critica a escola por sua insensibilidade
em aceitar a criança com suas dificuldades, alegando muitas vezes que no
ambiente doméstico essas alterações relatadas são incomuns. Ambos os lados
defendem suas posições, porém antagonicamente. Se os pais se encontram cada vez
mais reféns de seus filhos, professores também experimentam situação semelhante
diante de pais cada vez mais exigentes e pouco participativos. O prejuízo
maior, infelizmente, recai sobre a criança.
Muitos professores e profissionais ligados à área pedagógica
constatam o descomprometimento, cada vez maior das famílias, em relação às tarefas
e as exigências escolares e a pouca colaboração de pais e alunos diante disso,
gerando um esfacelamento nessa parceria escola e família. Como se essa
descontinuidade se justificasse ficando cada uma no seu papel. Passam a falar
línguas diferentes e desse modo não somente a comunicação não acontece como a
própria atividade escolar que é longa e por si só, trabalhosa, chega a ficar
impraticável, sem o apoio familiar. A escola sonhada e idealizada, um lugar
seguro, onde a criança e o jovem pudessem aprender matérias e ensinamentos não
consegue alicerçar somente pelo seu empenho a realização dessa tarefa, cada vez
mais a participação da família, dividindo esse trabalho se faz necessário.
Observa-se com apreensão que a estrutura familiar e seus valores
acalentados e imaginados, não correspondem mais à expectativa dessas crianças e
jovens, que tampouco se mostram interessados por instituições, hierarquias e
educação. Ao contrário da rigidez do passado, a atualidade trouxe a
possibilidade de maiores questionamentos, inclusive dentro de casa, a
autoridade parental outrora inquestionável, cedeu seu espaço ao empoderamento
de crianças exigentes e muitas vezes implacáveis diante de seus pais impotentes.
A família como representante dessa base sólida moral e ética já não consegue
por si só dar conta dessas alterações, transferindo um pouco, ou quase toda,
responsabilidade para a escola que por sua vez já se encontra sobrecarregada,
algumas já desgastadas e claudicantes e que nem sempre consegue responder
satisfatoriamente a essas novas demandas. Independentemente de sua metodologia,
tanto no âmbito público como particular, esse espaço reverenciado e valorizado
no passado, hoje apresenta outros contornos, nem sempre atraentes.
Alguma coisa saiu do
controle e não sabemos exatamente como reverter essa situação. Pais e
professores se defrontam diariamente com problemas graves, distúrbios de
conduta, violência, questões de gênero, raça e credo, assédios e muitos
problemas comportamentais. Cada vez mais surgem novos confrontos, crises e
desajustes que não faziam parte do repertório desses condutores, mas que a
contemporaneidade colocou em pauta, fazendo parte de seus questionamentos
convocando e exigindo de seus líderes uma postura sensata e firme. Os problemas
se encontram eviscerados, todos terão de procurar essas respostas e muitas
vezes se reinventar diante dessas provocações. Diante de inúmeras dificuldades
que repercutem no comportamento dessas crianças e jovens, pais e professores
procuram parcerias e procedimentos para enfrentar esses novos desafios, comuns,
atuais e preocupantes.
Se o mundo mudou, participamos dele, ou estamos direta ou
indiretamente envolvidos nessas transformações, cabe a nós nos aparelharmos
nesse sentido. Nostalgicamente trazer à memória tempos idos não colabora com a
ação que a atualidade carece. Lógico que a própria escola também se transformou.
Se houve perdas, também surgiram ganhos. A questão é tentar entender se o rumo
que os avanços tecnológicos trouxeram são realmente interessantes. Nem tudo que
é interessante é necessariamente útil. Se atualmente as crianças apresentam uma
precocidade tecnológica como fica a atuação dos professores que ainda não estão
familiarizados com esses atributos ou que ainda não se adequaram à essa
inovação. Não se trata de tecnofobia, mas simplesmente negar suas contribuições
não parece ser a melhor opção. Por sua vez, a família também precisa observar
que mesmo crianças pequenas já chegam à escola com uma grande quantidade de
horas diante de telas. Já foram expostas desde muito cedo a todo tipo de imagem
e esse tipo de competição desleal prejudica o professor que ainda se vale da
sua própria imagem e do seu talento em captar a atenção do seu aluno. Uma
competição difícil.
Se sabemos que a concentração se encontra cada vez menor, a
solução seria trazer a tecnologia para a sala de aula? Penso que não.
Dificuldade de concentração é apenas uma das consequências que o uso abusivo de
exposição à mídia eletrônica traz às crianças, prejuízo na criatividade,
desatenção, falta de iniciativa, insônia, inapetência, desafio à autoridade,
dificuldade em lidar com a frustração, depressão, irritabilidade, falhas
cognitivas também fazem parte desse pacote. Atualmente existem clínicas especializadas
em desintoxicar pessoas contaminadas por esse excesso tecnológico, já
considerado como um vício comprometendo a saúde mental, com um número
considerável de crianças e adolescentes, entre seus pacientes. Realmente é algo
que se deva preocupar. Não se trata de desqualificar os recursos tecnológicos
que podem contribuir nos assuntos trazidos à sala de aula, mas de sua
utilização indiscriminada e sem critérios, contaminando e causando grandes
danos à saúde física e mental de um grande contingente. Muitos especialistas
consideram que se trata de um problema de saúde pública e que merece uma
intervenção imediata.
O neurocientista Miguel Nicolelis, considerado um dos mais
importantes cientistas e pensadores do nosso tempo, alerta sobre o impacto
excessivo de telas no desenvolvimento intelectual suas consequências na
cognição das crianças. Na Finlândia que possui um dos sistemas educacionais
mais evoluídos do mundo, as escolas públicas estão retirando de suas salas de
aula os computadores e impedindo o acesso de seus alunos de celulares,
obrigando-os a fazerem os cálculos matemáticos de maneira analógica, justamente
porque esses atributos estão sendo perdidos interferindo em sua cognição e com
isso a diversidade intelectual está sendo homogeneizada, porque todos fazem da
mesma maneira, seguindo uma mesma padronização.
Se uma parcela da população atualmente dentro de uma faixa etária
de trinta anos não teve acesso, quando crianças, aos aparelhos celulares
modernos, os chamados smart-phones (o primeiro foi lançado pela IBM em 1992),
jovens com 20 anos já experimentaram seu uso praticamente desde a infância e
crianças que hoje frequentam os jardins de infância e ensino fundamental
certamente conhecem e sabem fazer uso de celulares, tablets e outras
geringonças desse tipo com agilidade e eficiência, embora não possam ser ignorados
os estragos que certamente irão acontecer, foram presenteadas com esses
brinquedos pelos adultos que as cercam.
Como seria nosso cotidiano sem a presença e o auxílio que esses
aparelhos nos oferecem? Imaginamos um mundo sem celulares ou televisores?
Certamente possível, mas com restrições. O uso racional e a introdução dessa
tecnologia na idade certa, com suas limitações e atribuições é uma tarefa que
cabe especialmente aos pais e se a falta de limite desse costume foi permitida,
afetando inclusive outros ambientes, por exemplo, a escola, cabe à essas duas
instituições (escola e família), trabalharem juntas, promovendo um caminho estrategicamente
saudável afim de minimizar graves transtornos. Limitando e restringindo seu uso
e acesso às crianças e adolescentes.
O
trabalho do professor geralmente é solitário e desgastante. Envolvido em suas
atividades curriculares, preparando aulas e nas intercorrências com pais e
alunos, nem sempre fáceis, sua jornada de trabalho costuma ser exaustiva. Uma
ajuda pode ser benvinda, desde que seja uma parceria não competitiva e que
possa agregar algum valor na condução de solucionar atritos e desavenças cada
vez mais comuns dentro e fora da sala de aula.
É
fundamental cuidar desse cuidador, não somente sob o aspecto físico, mas
especialmente, de sua saúde mental. Vários estudos apontam como o desgaste
psicoemocional afeta diretamente a atividade profissional, no caso do professor
que lida diariamente com diversos problemas, ficar atento e promover cuidados
profiláticos é terapeuticamente indicado e necessário. Promover atividades
extracurriculares especialmente àquelas voltadas à saúde mental do professor
poderão minimizar muito esse desconforto cumulativo. A exemplo do que muitas
empresas vêm patrocinando entre seus funcionários incentivando e promovendo
atividades recreativas e descontraídas com resultados animadores, já que com
esse apoio o rendimento e a interação crescem enormemente, no ambiente
naturalmente tenso que é o setting escolar, promover experiências desse tipo
poderia ter um grande sucesso e minimizar enormemente muitos problemas
apresentados no corpo docente, principalmente ligados a quadros ansiogênicos e depressivos.
A rotina desse profissional, desgastante e geralmente mal remunerada,
especialmente na rede pública de ensino, é permeada de muitas adversidades
enfrentadas diariamente a custa de muito sacrifício e pouco ou nenhum
reconhecimento. Essa consideração estabelece uma enorme diferença na autoestima
do professor que sente que seu trabalho tem o seu merecido valor. As crianças
que reconhecem a autoridade amorosa de seus mestres transferem esse incentivo
para que seu trabalho, mesmo com suas admoestações, persista, mas quando as
famílias e a direção da escola também enaltecem seu empenho os resultados serão
bem mais promissores.
Nesse
cenário desolador encontra-se a criança que precisa ser protegida e cuidada,
entre erros e acertos, propostas e soluções, esse objetivo não pode ser
esquecido, ao contrário, passa a ser desafiador e impreterível um olhar
cuidadoso para a saúde psicossocial infanto-juvenil. Sob o ponto de vista
salutogênico, ou seja, quando existe a intenção de que ocorra uma promoção da
saúde, é justamente no ambiente escolar, onde a criança passa uma parte
significativa de seu tempo, que esse princípio poderá ser estimulado ao
voltarmos nossa atenção às questões higiênico-escolares.
No
passado, era comum a presença de um médico ou psicólogo que atuava mais
proximamente com alunos e professores. Psicopedagogos e coordenadores
pedagógicos também tem seu papel privilegiado dentro da escola. Esses
profissionais poderão oferecer um apoio e trazer um olhar terapêutico que, em
parceria com o professor, contribuir para que o aluno consiga desenvolver um
desenvolvimento satisfatório, dentro de suas possibilidades, na escola e na
vida.
Minha
experiência como médico escolar vem da minha participação dentro de escolas com
pedagogia Waldorf e também de outras experiencias em escolas públicas, nos
últimos vinte anos. Especificamente essa especialidade teve início em 1919, na
primeira escola criada por Rudolf Steiner (1861 – 1925) em 1919, em Stuttgard.
Um médico (Eugen Kolisko – 1893 – 1939) já fazia parte do corpo docente atuando
também como professor de algumas matérias, mas sobretudo, participando das
aulas, interagindo com os alunos e auxiliando nas dificuldades que os
professores apresentavam.
O
papel do médico escolar serve também como um ponto de apoio ao professor que poderá
encontrar nele a parceria para empreender mudanças e ajustes, mas, quando isso
não puder ser plenamente possível, um ouvinte atento e cuidadoso contribuindo
com sugestões e ideias não somente em ações pedagógicas voltadas à criança, como
ainda nos acolhimentos e interações junto as famílias. Prestando um auxílio que
acredito ser a sua maior colaboração, o estreitamento na relação da escola com
a família, objetivando o bem estar da criança, tentando aliviar o fardo do
trabalho pedagógico. Mesmo cada um em sua função, observo e constato ao longo
desse tempo como os resultados podem ser encorajadores quando essa parceria
acontece.
O
médico poderá orientar, por exemplo, os enormes malefícios que o uso precoce e
inadequado da mídia eletrônica e a falta de ritmo, prejudicam a saúde da
criança e os cuidados necessários para que essa intervenção aconteça, como já
mencionado anteriormente. Trazendo a informação adequada e verdadeira
salientando que atitudes precisam ser realizadas em prol da saúde da criança.
Curiosamente muitas vezes os professores relatam que da mesma forma, essas
mesmas informações já foram transmitidas aos pais por eles mesmos, mas talvez a
persona do médico, esse arquétipo ofereça um outro invólucro que, finalmente
faça mais sentido aos pais, por isso a parceria entre esses profissionais
precisa ser complementar e não competitiva.
Entretanto
é necessário um perfil e a adequação do papel do médico escolar dentro do
setting da escola, não se trata portanto, de uma extensão de seu consultório,
tampouco que deva proceder como um médico clínico, consultando e prestando
atendimento às crianças e funcionários da escola, mas poder observar as
atividades da criança dentro desse ambiente, sua interação com os colegas, sua
atuação dentro da classe, o modo como realiza suas tarefas, como lida com suas
frustrações, seu desempenho diante das tarefas oferecidas. Desse modo,
emprestando seu olhar com esse direcionamento poderá ajudar o professor que,
conhecedor das dificuldades do seu aluno, conta a partir dessa parceria com a
colaboração do médico, que agora em sintonia, podem elaborar estratégias
envolvendo também os pais para que essa ação pedagógica terapêutica familiar
possa resultar em um processo mais resolutivo, com grande benefício para a
criança.
Por
sua vez, quando os pais se sentem acolhidos em suas angústias e expectativas,
poderão perceber que o comportamento de seus filhos, muitas vezes evidenciados
pelos professores podem ser entendidos e trabalhados dentro de suas próprias
casas, relevando acusações e perseguições dirigidas à escola. Percebendo que,
se cada segmento realizar suas funções, compromissadas com a criança a chance
de sucesso aumenta consideravelmente e os atritos tão comuns serão enormemente
diminuídos em prol de um bem estar da criança, que afinal deve ser o elo mais
importante, passam então a ter a mesma linguagem.
Faço
parte desse segmento nos últimos vinte e tantos anos e minha experiência é que
embora difícil e trabalhoso o esforço empreendido é válido e os resultados são
muito compensadores. Crianças crescem, muitos problemas também são superados,
orientar limites e ajudar a criança a aceitar algumas frustrações assim como
ajudar os pais a entender que a autoridade amorosa também permite negativas,
tudo isso nos alimenta humanisticamente e no meio de tanta informação,
tecnologias e conceituações, a formação humana ainda é um requisito básico e
fundamental para nos tornarmos mais humanos. O trabalho junto às famílias,
alunos e professores tem oferecido e garantido a mim esse grande presente de
poder fazer parte dessa comunidade escolar.
A
contemporaneidade traz ainda posicionamentos e desafios que entram junto com os
alunos nas salas de aula. Questões de gênero, raça, religião, nível social e
cultural fazem parte desse cardápio, geralmente indigesto e muitas vezes
causando grandes conflitos. Vivemos uma época de grandes questionamentos onde
todos devem e querem expressar livremente suas opiniões e comentários, nem
sempre necessários ou produtivos os quais dependendo do assunto trazem à tona
discussões acaloradas sem resultado algum, apenas um diletantismo vazio e
supérfluo na maioria das vezes. Alguns alunos, provavelmente observando seus
pais, trazem em seus comentários críticas e preconceitos que destoantes e que
não se coadunam com sua idade, parecem repetir conceitos e pensamentos que
ouviram e que simplesmente ecoam sem reflexão, mas que trazem danos aqueles que
as ouvem, sobretudo falas racistas e homofóbicas dirigidas cruelmente às
vítimas desses falastrões. Muitas vezes fui solicitado para resolver conflitos
desse tipo e se outrora as desavenças eram em torno de comentários sobre
estatura física ou fisionomia, o bullying atual é bem mais perverso com
perseguições, xingamentos e ameaças físicas cruéis voltadas às questões de
gênero, raça e nível sociocultural o que torna a dimensão desses conflitos
muitíssimo mais preocupante e desafiadora. E o que fazer com essa nova
padronagem que se apresenta cada vez mais comum? Esse tema merece reflexão e,
sobretudo posicionamento, todos de uma maneira geral que lidamos com crianças e
adolescentes, que atuamos como condutores desses jovens precisamos ter um
engajamento participativo em suas vidas, mas de uma forma consciente e
humanitária. Não cabe omissão nesse assunto. Se o professor ou o médico não
apresentam conflitos em relação à sua opção sexual tampouco racial ou
religiosa, devem se colocar a serviço de ajudar seus alunos e pacientes a
vencerem ou ao menos superar suas dificuldades e angústias diante de conflitos
desse tipo. Não preciso ser preto para entender que o racismo é aviltante, basta
ser humano para compreender. Do mesmo modo que não está em pauta a opção sexual
ou religiosa desse ou daquele jovem, basta aceita-lo e faze-lo entender que
existe um lugar no mundo para que possa viver e se expressar, talvez de uma
maneira menos conflitante, mas o primeiro passo é através do acolhimento e da
inclusão.
A
respeito disso fala-se muito sobre esse tema, inclusão e na escola esse
conceito parece ser cada vez mais chamada “bola da vez”, mas será que todos
entendem realmente o que isso significa? Geralmente associada à deficiência
física ou mental, a escola se preparou para acolher alunos com dificuldades de
locomoção, déficit mental, doenças degenerativas e portadores de alguns tipos
de transtornos mentais (TEA – Transtornos do Espectro Autista). Treinamentos e
capacitações profissionais auxiliam os professores em suas tarefas com seus
novos alunos especiais, embora isso somente não basta já é um avanço. No
entanto, inclusão também tem um viés subjetivo que precisa ser investigado,
trata-se do que inconscientemente não está completamente elaborado. Aceitar em sala
de aula um aluno com necessidades especiais significa, sob o ponto de vista
prático, que uma atenção especial precisará ser voltada a ele, demandando tempo
e dedicação adicionais e o resto da classe? Uma auxiliar pode ajudar, talvez um
agente terapêutico também seja útil, mas disputarão com o professor o
protagonismo desse cenário, resta saber se esses condutores se complementarão
ou disputarão o dia a dia da classe. O professor admitiria que talvez não tenha
condições em aceitar um aluno com essas características, ou quando obrigado em
aceitá-lo, conseguirá garantir um espaço anímico para essa criança? Questões
subjetivas não são em absoluto irrelevantes. Incluir também significa aceitar e
abrir um espaço para observar e receber verdadeiramente uma ideia, um conceito
e uma pessoa que muitas vezes pensa, age e raciocina completamente diferente da
gente, por isso a palavra inclusão é tão complexa e requer consciência e respeito.
E
se as questões físicas e mentais já oferecem muitos desafios e adequações o que
dizer sobre os problemas comportamentais relacionados a gênero e raça que
ocasionam tantos conflitos? Colocando em “pé de guerra” pais e filhos e cujas
divergências resvalam, sem dúvida, para dentro dos muros da escola. Portanto,
novamente professores, médicos e terapeutas são convocados a emitir opiniões e
administrar ou interceder minimamente que seja, em agitações desse tipo. Quando
esses adultos envolvidos não tem uma opinião formada a esse respeito, devem
procurar ajuda, estudar, debater, comentar a respeito, com o intuito de aprender,
abrindo mão de suas certezas, arejando suas ideias e possibilitando que novas
perspectivas possam entrar em suas cabeças. Porque nada que permanece estático
costuma avançar e as coisas somente se modificam com transformações. Os
principais interessados irão agradecer e mesmo de difícil solução, assumir e
permitir que as diferenças possam coexistir já é uma alternativa mais
promissora.
JOSÉ CARLOS NEVES MACHADO
Médico Escolar.
BIBLIOGRAFIA
COMPLEMENTAR SUGERIDA:
*FAMÍLIA – Urgências e Turbulências –
Mário Sérgio Cortella – ed. Cortez – 141 páginas – São Paulo, 2017.
*PAIS
ou REFÉNS DOS FILHOS – reflexões sobre infância, família, educação, cultura e
tecnologia no mundo contemporâneo – Ilan Brenman – Papirus 7 mares
– 208 páginas – São Paulo, 2021.
*A PEDAGOGIA DOS CARACÓIS – Rubem
Alves – ed. Verus – 95 páginas – São Paulo, 2010.
*EDUCAÇÃO PARA A LIBERDADE – A PEDAGOGIA
DE RUDOLF STEINER – Frans Carlgren e Arne Klingborg – tradução de Edith e Kurt
Kunze – Escola Waldorf Rudolf Steiner – 229 páginas – São Paulo, 2005.
*NOS E A ESCOLA – Agonias e Alegrias
– ed. Vozes – 150 páginas – Petrópolis, 2018.
*EDUCANDO PARA A VIDA – o ambiente
educacional e escolar como local de desenvolvimento saudável / experiências e
perspectivas da pedagogia Waldorf para a educação no século XXI – Michaela
Glöckler – tradução de Jacira Cardoso - AD Verbum editorial – 278 páginas – São
Paulo, 2021.
*A escola com que sempre sonhei sem
imaginar que pudesse existir – Rubem Alves – Papirus editora – 122 páginas –
São Paulo, 2012.
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Médico na Escola
Dr José Carlos Machado
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