FASES DA VIDA
O desenvolvimento infantil está
marcado por muitas transformações desde o nascimento. Muitas mudanças acontecem
na vida da criança, a corporalidade física passa por muitas fases rumo à
maturidade. Desde o nascimento o bebê elimina gradativamente seus invólucros e
vai crescendo conquistando novas etapas. Muitas coisas são deixadas para trás e
assim outros elementos começam a fazer parte da vida. Nos primeiros meses de
vida as cólicas gastrointestinais apresentam um grande incomodo para muitas
crianças, que acontecem por imaturidade do sistema digestivo que ainda está se
desenvolvendo ocasionando dores, flatulência, barriga endurecida, choro intenso
e movimentos das pernas tentando eliminar os gases. Uma fase difícil para
muitos bebês e suas mães que não sabem o que fazer para ajudar.
O pediatra poderá, antes de mais
nada, acolher e orientar que essa é uma etapa natural que deverá passar após os
três meses de vida, mas que querer sobretudo paciência e algumas medidas que
deverão auxiliar como massagem na barriga, colocar o bebê na posição de bruços,
arrotar após as mamadas e manter um ambiente tranquilo. São medidas de
conhecimento geral, embora simples, a prática nem sempre é conquistada, porque
o choro e o desconforto do bebê geram um grau de ansiedade muito intenso nos
pais que acabam partindo em busca de soluções mais rápidas para atender o
desconforto de seu filho. Muitos medicamentos procuram atender a essa demanda,
infelizmente os efeitos colaterais podem trazer outras consequências
desagradáveis e desnecessárias, especialmente os sintéticos. Uma opção que pode
contribuir e uma forma mais saudável é a indicação de KOLIKDORON*, composto
de matéria natural e orgânica que pode ser administrado na forma
de glóbulos inertes em intervalos mais curtos (a cada duas horas nas fases mais
agudas) trazendo uma sensação de alívio e tranquilidade não somente para a
criança como também para os pais que começam a perceber que essa fase
desconfortável vai aos poucos diminuindo e então, mais tranquilos, poderão
adotar as outras medidas que o choro e a sensação de sofrimento do bebê impediam
que fizessem. Medicamentos funcionam muitas vezes para garantir que outras ações
aconteçam.
No desenvolvimento infantil surgem
muitos eventos que a criança precisa enfrentar, fazem parte da maturidade e envolvem
várias questões, nem sempre somente de natureza física, mas, geralmente,
envolvendo também demandas emocionais.
Por exemplo, na fase de desmame quando
o binômio mãe-criança não consegue fazer a transição alimentar e o aleitamento se
perpetua além do necessário, ocasionando desajustes tanto nutricionais como
emocionais. Algo que, fisiologicamente, deveria encerrar com a erupção
dentária, onde o corpo revela que se encontra apto para alimentos mais sólidos,
invade de tal maneira a rotina alimentar que refeições são substituídas e o
sono noturno é perturbado por várias mamadas e assim algo que deveria ser
provisório torna-se definitivo. Não se trata de algo de natureza física, nada
que impeça a criança de experimentar novos alimentos, a mãe também pode deixar
de oferecer o seio materno, substituindo-o por alimentos, mas essa situação se
posterga durante muito tempo. Fora os desajustes pondero-estaturais que às
vezes aparecem como consequência dessa manutenção, especialmente quando
exagerada, o distúrbio do sono é muito prejudicial e merece atenção e
intervenção. Uma série de medidas profiláticas devem ser orientadas como: manter
o ritmo das refeições não oferecendo o seio materno como substituto à recusa
alimentar, oferecer alimentos e promover as refeições em família estimulando
com isso que a criança veja os outros se alimentando e à noite que exista de
fato um distanciamento e que as solicitações noturnas sejam atendidas por outra
pessoa, menos a mãe, que dificilmente conseguirá negar o seio ao filho chorando.
Novamente medidas como essas serão efetivas desde que promovidas e um
medicamento que ajude na regularização dessa desarmonia poderá ser um grande
aliado como o BRYOPHILLUM D2 ARGENTO CULTUM** que contribui com uma
regularização no ritmo e ajuda a que ações efetivas sejam realizadas.
Irritabilidade, distúrbios de humor, alterações de ritmo, ansiedade podem
receber um auxílio vigoroso com a administração desse medicamento durante o
dia, trazendo serenidade para a criança e a mãe que poderá configurar os
ajustes que devem ser feitos.
Crianças são acometidas de síndromes
gripais cujos sintomas como febre, congestão nasal, tosse, dores de cabeça,
dores de garganta, fadiga e diminuição do apetite costumam durar até 15 dias e,
especialmente em crianças pequenas (até 2 anos) onde o sistema imunológico
ainda se encontra em desenvolvimento ficam mais suscetíveis às variações de
temperatura e se resfriam mais facilmente. Logicamente que isso preocupa muitos
os pais que referem que seus filhos se encontram o tempo todo doentes.
Realmente a média da manifestação desses sintomas é de 7 a 10 vezes ao ano, nas
crianças até 2 anos de idade sobe para 13 vezes ao ano, constatando que
praticamente um terço do ano a criança apresenta algum tipo de resfriado. Principalmente
no outono e inverno com as variações abruptas de temperatura esses sintomas são
muito frequentes, crianças que frequentam creches e berçários mais ainda,
devido a exposição e contato com outras crianças já acometidas desses sintomas.
A procura por atendimento médico chega a triplicar nesse período e o uso
indiscriminado de antibióticos e anti-inflamatórios, além de ineficazes
ocasionam graves efeitos colaterais (desequilíbrio da flora intestinal,
erupções cutâneas, náuseas, diarreia, vômitos, etc.) e além disso não auxiliam a resolução do
quadro clínico, ao contrário, o excesso de medicalização não promove a
restauração do equilíbrio do paciente. Uma outra opção com melhor eficácia seria
a administração de medicamentos menos agressivos e com propriedades que
contribuíssem com o reequilíbrio das funções do organismo como PREVIGRIPE***,
INFLUDORON**** e ERYSIDORON*****.
Outras manifestações que tiram o
sossego de crianças e pais são aqueles relacionados às sinusites e adenoidites que
costumam ser tratados com as costumeiras prescrições envolvendo antibióticos,
antialérgicos e corticoides, geralmente improdutivos em promover a resolução do
quadro, embora tragam uma aparente melhora, o seu uso crônico, já que são
utilizados de forma indiscriminada sem outras intervenções contribuem para a
manutenção dos sintomas deixando o organismo fragilizado pelos efeitos
colaterais que também fazem parte de sua administração. Outras opções poderão contribuir
de uma maneira menos cruenta como SINUDORON***** e ADENON******,
trazendo um diferencial na eliminação desses processos.
No entanto, no que se refere à
administração medicamentosa, sejam de natureza sintética (remédios alopáticos)
ou os remédios fitoterápicos, a utilização sem as devidos e necessárias
intervenções continuam agindo como coadjuvantes do processo de cura que o
organismo necessita para se reequilibrar. A restauração do equilíbrio orgânico
necessita de mudanças que vão além do equilíbrio físico, o qual, embora careça
de auxílio, devido às várias interações corpo e mente muitas outras ocorrências
também deverão ser contempladas. Como nos acontecimentos acima citados nas
várias fases do desenvolvimento a simples prescrição muitas vezes não basta
para sanar os inconvenientes causados. Quando a criança apresenta as cólicas nos
primeiros meses de vida, o uso do KOLIKDORON certamente será preferível
se comparado ao uso de outros antiflatulentos, mas o diferencial seria, após
abrandar as dores que incomodam o bebê, oferecer a mãe a segurança que essa
fase será passageira e que ela poderá usar esse medicamento caso seja
necessário e deverá ficar atenta também ao seu entorno, propiciando um ambiente
mais tranquilo e poder usar compressas mornas e massagear a barriga do seu
filho aliviando o incomodo anterior, portanto, o medicamento ofereceu uma calma
inicial para que outras ações pudessem acontecer. O mesmo resultado pode ser
observado com o uso do BRYOPHILLUM D2, ARGENTO CULTUM, que certamente
trará uma harmonia no ambiente de choro e dificuldade da criança conciliar o
sono, mas para garantir um sucesso completo, retirar a criança da cama dos
pais, suspender o aleitamento materno e levar a criança para o seu próprio
quarto conferem um respaldo muito mais interessante do que simplesmente
sossegar a criança. As ações complementares fazem toda a diferença.
Podemos nos conformar com a
quantidade de gripes e resfriados que a criança apresenta no decorrer de um
ano, baseado nas estatísticas e no ambiente em que a criança se encontra
exposta, mas, além do uso dos fitoterápicos mencionados (PREVIGRIPE,
INFLUDORON e ERYSIDORON), garantir uma cobertura vacinal adequada,
uma alimentação saudável e manter um ritmo equilibrado fazem toda a diferença.
Essas atribuições, muitas vezes esquecidas, sempre fizeram parte da conduta
médica, em especial do pediatra que orienta e capacita os pais de como devem
proceder diante das várias manifestações que seus filhos apresentarão nas fases
de crescimento. Não é somente prescrever medicamentos.
SINUDORON e ADENON podem ser excelentes
no combate às sinusites e adenoidites, mas suas ações podem ser potencializadas
com uma dieta mais equilibrada, com menos produtos lácteos e alergênicos,
especialmente corantes e também um cuidado adicional com à exposição às baixas
temperaturas.
CASO CLÍNICO
Casal jovem, pai com 35 e mãe com 29
anos tem uma filha com 03 ano e 02 meses, nascida de parto normal, pesando
3.400 gramas, a termo, com uma gravidez tranquila e sem intercorrências
posteriores. Aleitada exclusivamente ao seio materno, sua mãe optou pela livre
demanda e demorou a introduzir outros alimentos pois a criança rejeitava
optando pela substituição do leite materno inclusive durante a noite (3 a 4
mamadas), que até hoje é o seu principal alimento, já tem 20 dentes, pesando
atualmente 12,5 quilos. A procura pelo atendimento médico foi pela necessidade
da mãe voltar a trabalhar, pela dificuldade em encontrar algum berçário que
acolha a criança, pois a mesma não aceita nenhum tipo de alimento oferecido e
também pelo desconforto das noites mal dormidas e ainda pela admissão dos pais
que não sabem o que fazer com a filha que ainda frequenta a cama dos pais, não
aceita outros tipos de alimento, não ganha peso e apresenta crises de choro e
irritabilidade quando contrariada.
Outros tratamentos já foram testados
sem sucesso. Chegaram ao consultório na expectativa de que algum remédio
natural pudesse ajudar a filha a ficar mais calma.
Ao exame a menina não apresentava
nenhuma alteração física, ativa, eupneica, regular estado geral, sem febre, mucosas
levemente descoradas, garganta, nariz e ouvidos sem alterações, pulmões limpos,
aparelho cardiovascular sem alterações, abdome flácido, sem massas, timpânico, tônus
flácido e uma grande relutância em sair do colo materno o que demonstrou no
desconforto do exame físico já que chorou e apresentou ataques de fúria
investidos contra os pais que não conseguiam conter a criança até que o seio
materno fosse oferecido, trazendo novamente a tranquilidade de todos, incluindo
a minha.
Situações desse tipo são comuns, explosões
emocionais e comportamentos desafiadores fazem parte da chamada “fase da birra”,
própria dessa idade, no entanto, embora o comportamento seja esperado, o mais
preocupante é a manutenção desse estágio e nesse caso, aliado à inabilidade
parental o que somente adia o problema. Muitos casais, a exemplo desse, têm uma
grande dificuldade de impor limites aos seus filhos, que não aprenderam até
onde podem ir. Nesse caso, a simples ideia, conforme proposto de não mais oferecer
o seio para a criança, talvez começando no período noturno, foi rechaçada desde
o início com a constatação de ser uma tarefa impossível de ser realizada, já
que a criança só aceitava o leite materno como alimento e privá-la disso seria
inconcebível.
A conduta foi oferecer BRYOPHILLUM
D2, ARGENTO CULTUM diluição para mãe e filha, 15 gotas três vezes ao dia
para mãe e 09 gotas quatro vezes ao dia para a criança, diluindo-as em água e
oferecendo regularmente pela manhã, tarde, noite e antes de dormir. Interromper
as mamadas noturnas e tirar a criança da cama dos pais, para isso foi orientada
a participação mais efetiva do pai que passaria a administrar o sono da
criança, assumindo a manutenção do sono da filha e com isso diminuindo o
excesso de mamadas. Durante o dia deve-se evitar o uso do leite e oferecer
alimentos comuns da própria família que devem fazer as refeições juntas e no
caso de rejeição, ter a coragem necessária de insistir e não substituir por
outros alimentos, especialmente leite materno.
Oferecer o medicamento não como a
única possibilidade, mas como um auxílio importante para regular e harmonizar o
comportamento irritadiço é o primeiro passo, mas a mudança de atitude dos pais
é o que realmente complementará esse desequilíbrio.
Após 15 dias com o retorno da
criança, os pais me relatam que a filha conseguiu dormir todas as noites em seu
quarto, sendo que na maioria das vezes já não solicita a presença do pai, que
se incumbiu dessa tarefa, contando história antes de colocá-la para dormir, o
aleitamento materno foi quase que completamente substituído, a mãe refere que
após a chegada da creche a criança ainda solicita mamar, mas que a quantidade
de leite está muito diminuída e intenciona interromper de vez, brevemente. As
crises de birra ainda acontecem ocasionalmente, mas a atitude dos pais em não
atender prontamente e estabelecer os limites possíveis já demostra que
conseguem administrar melhor essas manifestações.
Oriento para manter a medicação por
mais algum tempo, diminuindo a quantidade de 4 para 3 vezes ao dia para a
criança e manter o mesmo para a mãe que atribui ao seu uso uma maior serenidade
e diminuição da ansiedade anterior.
Dr. José Carlos Neves Machado –
médico pediatra/médico escolar


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Dr José Carlos Machado
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